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Edson Rocha

Edson Rocha

Consultor SEO Local

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Quando você pede para um cliente deixar uma avaliação no Google, você está pensando em dois públicos: o próximo cliente humano que vai ler, e o algoritmo do Google que usa avaliações como sinal de qualidade. Existe um terceiro público que a maioria ignora completamente. A IA.

Modelos de linguagem como ChatGPT, Perplexity e Gemini foram treinados em enormes volumes de texto da internet. Avaliações do Google, do Yelp, do TripAdvisor, do Reclame Aqui: tudo isso entra no corpus de treinamento. O que está escrito sobre o seu negócio nessas plataformas não apenas influencia o que os clientes pensam — influencia o que a IA sabe sobre você.

Como avaliações entram no treinamento e na recuperação de IA

Existem dois momentos em que avaliações afetam como a IA representa seu negócio. O primeiro é o treinamento: quando um modelo como o GPT-4 foi treinado em dados da web até determinada data, avaliações de negócios estavam nesse corpus. O modelo aprendeu, a partir delas, que tipo de serviço cada negócio presta, qual o perfil de cliente que atende, quais problemas resolve e com que nível de consistência.

O segundo momento é a recuperação em tempo real. Quando o ChatGPT com navegação, o Perplexity ou o Google AI Overviews buscam informação sobre um negócio local para responder uma pergunta, avaliações públicas estão entre as fontes acessadas. O que está escrito lá hoje influencia a resposta que o sistema gera amanhã.

A soma das duas influências é maior do que cada uma isolada. Um negócio com cem avaliações genéricas (“ótimo atendimento, recomendo”) ensina muito pouco à IA sobre o que faz. Um negócio com trinta avaliações descritivas (“fui com dor lombar crônica, em seis sessões a dor reduziu 80%, voltei a praticar corrida”) fornece ao modelo um conjunto rico de informação verificável e específica.

O que a IA aprende de uma avaliação descritiva

Uma avaliação descritiva informa à IA pelo menos cinco categorias de dado: o problema que o cliente apresentou, o serviço ou procedimento que resolveu, o prazo de resolução, o resultado obtido, e o perfil de quem foi atendido (quando o avaliador menciona contexto pessoal).

“Fui com dor lombar crônica após anos de sedentarismo, diagnosticaram tensão no piriforme, em seis sessões de RPG a dor reduziu significativamente e voltei a correr. Atende plano Unimed.” Esse texto informa: condição atendida (lombalgia crônica, piriforme), método (RPG), prazo (seis sessões), resultado (redução de dor, retorno a atividade), e dado prático (aceita Unimed).

Quando um usuário pergunta ao ChatGPT “clínica de fisioterapia em [cidade] que atende lombalgia e aceita Unimed”, o modelo vai procurar exatamente esse tipo de informação para recomendar. Se ela existe nas suas avaliações, você é candidato. Se não existe em nenhuma fonte sobre você, outro negócio que tenha essa informação documentada vai aparecer.

Por que avaliações genéricas são um desperdício de oportunidade

“Cinco estrelas, atendimento impecável, recomendo!” — essa avaliação não é ruim do ponto de vista de reputação humana. É emocionalmente positiva e contribui para a média de estrelas. Mas para a IA, não fornece nada além de sentimento positivo não especificado.

O problema é que a maioria dos negócios tem uma proporção altamente desequilibrada: noventa por cento das avaliações são genéricas, dez por cento têm algum detalhe real. Isso ocorre porque os negócios pedem avaliações de forma genérica: “Deixa um comentário no Google!” O cliente, sem orientação, escreve o que é mais fácil.

A correção é simples e não envolve manipulação. Na hora de pedir a avaliação, oriente o cliente sobre o que contar: “Se quiser deixar um comentário, conta o que você resolveu aqui — que problema tinha, o que fizemos e como ficou. Isso ajuda outras pessoas a entender se podem ser atendidas.” Esse nível de orientação, dado verbalmente ou por mensagem, muda significativamente o tipo de texto que o cliente produz.

O impacto do volume e da distribuição temporal

Volume importa, mas de forma não linear. A diferença entre vinte e duzentas avaliações é significativa. A diferença entre duzentas e dois mil é menor do que se imagina para fins de treinamento de IA. O que importa mais do que volume bruto é consistência temporal e diversidade de informação.

Avaliações chegando de forma orgânica ao longo do tempo — dez por mês durante dois anos — sinalizam negócio ativo de forma diferente de duzentas avaliações que chegaram em dois meses seguidas de silêncio. Sistemas de IA treinados para detectar padrões reconhecem picos anômalos como potencialmente artificiais.

“Você não é o cliente da IA. Você é o conteúdo dela. E avaliações são o conteúdo que seus clientes criam sobre você.”

A construção de um portfólio de avaliações descritivas é um trabalho de meses, não de semanas. Negócios que começam essa cultura agora têm vantagem sobre os que vão começar quando a urgência já for óbvia para todos.

Para entender o contexto mais amplo de como a IA está mudando a visibilidade de negócios locais, leia o guia completo sobre GEO para negócios locais. Para o próximo passo prático em conteúdo, veja conteúdo de autoridade versus conteúdo genérico.

Edson Rocha — Consultor SEO Local Ribeirão Preto

Escrito por

Edson Rocha

Consultor de SEO Local em Ribeirão Preto, SP. Criador da Metodologia Diamante Local. Autor dos livros Diamante Local e O Paradoxo das Franquias. Trabalha com negócios que precisam aparecer onde o cliente já está procurando.

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